O dólar está em alta nesta quinta-feira, impulsionado por vários fatores, incluindo a divulgação de dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, decisões do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra sobre a taxa básica de juros, e declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No âmbito doméstico, os investidores estão atentos às declarações do presidente Lula, que concedeu entrevista ao UOL, e também monitoram a temporada de balanços financeiros dos “bancões” brasileiros, com o Bradesco sendo o próximo a divulgar seus números após o fechamento da Bolsa. A divulgação do número de postos de trabalho em aberto nos EUA em dezembro do ano passado é o principal destaque da agenda econômica do dia, com analistas temendo que uma aceleração do mercado de trabalho nos EUA leve a um novo aperto da política monetária pelo Federal Reserve, enquanto dados fracos de emprego podem alimentar as projeções mais pessimistas de que a economia dos EUA entre em recessão nos próximos meses.

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A divulgação dos dados sobre o mercado de trabalho nos EUA é um dos principais indicadores considerados pelo Federal Reserve para definir a taxa básica de juros do país. O relatório “Job Openings and Labor Turnover Survey” (Jolts) de novembro mostrou um recuo de cerca de 300 mil vagas de trabalho em aberto em relação a outubro, para 7,146 milhões, a maior queda desde junho do ano passado. As vagas em aberto são as posições disponíveis dentro das empresas que os empregadores buscam preencher por meio de contratações, e o aumento na quantidade de vagas em aberto indica que as empresas pretendem acelerar suas contratações, enquanto a redução indica que as companhias querem apertar o cinto e pisar no freio. O desempenho do mercado de trabalho norte-americano é um dos fatores que influenciam a decisão do Federal Reserve sobre a taxa básica de juros, e uma aceleração do mercado de trabalho pode levar a um aumento da taxa de juros, enquanto uma desaceleração pode levar a uma redução.

A taxa de juros é um dos principais instrumentos utilizados pelo Federal Reserve para controlar a economia, e uma alteração na taxa de juros pode ter um impacto significativo na economia dos EUA e no mundo. A última reunião do Federal Reserve, na semana passada, manteve a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% ao ano, interrompendo uma sequência de três cortes. A manutenção da taxa de juros foi acompanhada pelas projeções da maioria dos analistas do mercado, que esperavam que o Federal Reserve mantivesse a taxa de juros estável. No entanto, os analistas continuam a monitorar de perto os dados econômicos, incluindo o desempenho do mercado de trabalho, para预ver como o Federal Reserve pode agir no futuro. Além disso, a política monetária do Federal Reserve também é influenciada por outros fatores, incluindo a inflação e o crescimento econômico.

A economia dos EUA é uma das maiores do mundo, e seu desempenho tem um impacto significativo na economia global. Uma recessão nos EUA pode ter um efeito dominó em outras economias, incluindo a brasileira. Por isso, os investidores e analistas estão atentos aos dados econômicos nos EUA, incluindo o desempenho do mercado de trabalho, para prever como a economia dos EUA pode se comportar nos próximos meses. Além disso, a taxa de câmbio entre o dólar e o real também é influenciada pelo desempenho da economia dos EUA, e uma alteração na taxa de juros pode afetar a taxa de câmbio e, consequentemente, a economia brasileira.

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